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Como criar um cenário no Make passo a passo (guia de 2026)

Atualizado em 2026-07-28 · por Redação Automação Hoje
Pessoa criando um cenário no Make passo a passo em um notebook, conectando módulos no construtor visual
Resposta rápida: Para criar um cenário no Make, clique em "Create a new scenario", escolha o app do gatilho (o evento que inicia o fluxo), adicione módulos de ação clicando no "+", conecte suas contas, mapeie os dados de um módulo para o outro e rode o teste com "Run once". Se funcionar, salve, agende e ligue o botão de "ON" para deixar rodando sozinho.
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Em resumo
  • Cenário = o fluxo completo; módulo = cada passo/app dentro dele; operação = a unidade que o Make cobra a cada execução de módulo.
  • Todo cenário começa por um gatilho: o evento que dispara a automação (nova linha na planilha, e-mail recebido, webhook etc.).
  • O plano gratuito dá 1.000 operações/mês e 2 cenários ativos — suficiente para aprender e testar sem cartão.
  • O botão "Run once" roda o cenário uma vez para você testar antes de deixar no automático.
  • Um cenário que parece ter 3 passos na tela pode consumir 8 a 15 operações por rodada — conte gatilho, filtros e iterators.
  1. 1. Crie a conta e abra o construtor de cenários

    Entre em make.com e crie uma conta gratuita — não pede cartão. No painel lateral, clique em "Scenarios" e depois no botão roxo "Create a new scenario". Você cai numa tela em branco com uma bolha grande no centro. Essa bolha é onde vai o primeiro módulo, o gatilho. Antes de sair clicando, tenha claro na cabeça o que você quer: "quando acontecer X, faça Y". Sem essa frase pronta, o canvas vira bagunça rápido.

  2. 2. Escolha o gatilho (o que dispara o fluxo)

    Clique na bolha central e busque o app que inicia a automação — Gmail, Google Sheets, Webhooks, Typeform, o que for. Escolha o módulo de gatilho (aparecem com um relógio ou a palavra "Watch"). Exemplo: "Google Sheets → Watch Rows" dispara toda vez que uma linha nova entra na planilha. O gatilho define o ritmo do cenário: alguns checam de tempos em tempos (agendado), outros reagem na hora (webhook, instantâneo).

  3. 3. Conecte sua conta do app

    Na primeira vez que usa um app, o Make pede uma conexão. Clique em "Add", faça login na conta (Google, Slack, seu servidor) e autorize os acessos. Essa conexão fica salva e serve para os próximos cenários — você não repete o login toda hora. Dica: nomeie a conexão ("Gmail comercial", "Sheets financeiro") se você tem mais de uma conta no mesmo app. Depois vira sopa saber qual é qual.

  4. 4. Adicione os módulos de ação

    Passe o mouse na borda direita do módulo de gatilho e clique no "+" que aparece. Busque o próximo app e a ação desejada: "Gmail → Send an Email", "Sheets → Add a Row", "Slack → Create a Message". Cada bolha nova é um passo. Vá encadeando na ordem em que as coisas devem acontecer. É literalmente montar um fluxograma arrastando e soltando — quem já desenhou um processo no papel pega o jeito em minutos.

  5. 5. Mapeie os dados de um módulo para o outro

    Aqui está o pulo do gato. Ao configurar um módulo de ação, clique nos campos e o Make abre uma lista de dados vindos dos módulos anteriores (aparecem coloridos). Para mandar o nome que entrou na planilha para dentro do e-mail, é só clicar no campo "Assunto" e selecionar a variável "Nome" do módulo do Sheets. Sem esse mapeamento, os módulos rodam soltos, sem conversar entre si. É o mapeamento que transforma passos separados numa automação de verdade.

  6. 6. Adicione filtros e roteamentos (se precisar)

    Clique na linha que liga dois módulos (aparece uma chavezinha) para criar um filtro — assim o fluxo só segue quando a condição bate. Exemplo: só enviar o e-mail se o campo "status" for "pago". Para caminhos diferentes, use o módulo "Router", que divide o fluxo em ramos. Cuidado: filtro e router também contam como operação. Simples resolve na maioria dos casos; só complique quando o processo realmente exigir.

  7. 7. Teste com "Run once"

    No canto inferior esquerdo, clique em "Run once". O Make executa o cenário uma única vez, ao vivo, e mostra uma bolinha com número em cada módulo — é a quantidade de itens que passou por ali. Clique nessas bolinhas para ver exatamente o dado que entrou e saiu de cada passo. Deu erro? O módulo fica vermelho e o Make explica o motivo. É aqui que você conserta antes de ligar de vez.

  8. 8. Agende, salve e ative

    Testou e funcionou? Defina a frequência no relógio do gatilho (a cada 15 min, 1 hora, ou instantâneo via webhook). Clique em "Save" (o disquete) e vire a chave para "ON", no canto inferior esquerdo. Pronto — o cenário passa a rodar sozinho. Volte no histórico ("History") de vez em quando nos primeiros dias para conferir se não está estourando operações à toa.

Os três conceitos que você precisa entender antes

O Make funciona sobre três blocos, e confundir eles é o que mais trava iniciante. Cenário é o fluxo inteiro — a automação completa que você monta. Módulo é cada passo dentro do cenário: um app fazendo uma coisa (ler uma planilha, mandar um e-mail). E operação é a unidade que o Make cobra: toda vez que um módulo executa, gasta uma operação da sua cota mensal.

Essa última parte pega muita gente de surpresa. Um cenário que parece ter "3 passos" na tela facilmente consome de 8 a 15 operações por rodada, porque gatilho, filtros e iterators também contam. Se você processa 100 linhas de uma planilha num loop, são pelo menos 100 operações só ali. No plano gratuito, com 1.000 operações por mês, dá para aprender à vontade — mas em produção esse número some rápido.

Quanto custa rodar cenários no Make em 2026

O Make trabalha com cinco planos. O gratuito entrega 1.000 operações por mês e permite 2 cenários ativos, sem pedir cartão — é o ambiente ideal para montar seus primeiros fluxos e entender a lógica. A partir daí, os planos pagos começam no Core (US$ 9/mês) e Pro (US$ 16/mês), ambos partindo de 10.000 operações mensais, seguidos por Teams (US$ 29/mês) e o Enterprise sob consulta.

A conta que importa não é o preço em si, e sim quantas operações seus cenários consomem por rodada multiplicado pela frequência. Antes de assinar, rode alguns dias no gratuito, olhe o histórico e faça a projeção. Muita gente pula direto para o plano pago sem precisar.

PlanoPreço/mêsOperaçõesCenários ativos
FreeUS$ 01.0002
CoreUS$ 9a partir de 10.000ilimitados
ProUS$ 16a partir de 10.000ilimitados
TeamsUS$ 29a partir de 10.000ilimitados

Erros comuns de quem está montando o primeiro cenário

O deslize número um é esquecer de mapear os dados: a pessoa monta os módulos, liga tudo, roda — e o e-mail chega vazio, porque nenhum campo foi preenchido com a variável do passo anterior. Sempre confira se os campos importantes têm aquelas etiquetas coloridas dentro.

O segundo é ligar o cenário sem testar com o "Run once". Aí ele roda no automático, dá erro no meio, e você só descobre depois de queimar operações. Terceiro: deixar frequência agressiva demais (a cada 1 minuto) num cenário que poderia rodar de hora em hora — isso multiplica o consumo sem necessidade. Comece devagar e aperte só quando fizer sentido.

  • Esquecer de mapear os dados entre módulos (campos saem vazios).
  • Ativar o cenário sem rodar o teste "Run once" antes.
  • Definir frequência alta demais e estourar as operações.
  • Não usar filtro e processar itens que deveriam ser descartados.
  • Ignorar o histórico ("History") nos primeiros dias de operação.

Perguntas frequentes

Preciso saber programar para criar um cenário no Make?
Não. O Make é uma ferramenta no-code: você monta o cenário arrastando módulos e conectando apps visualmente, sem escrever código. Ajuda entender lógica de "se isso, então aquilo", mas nenhuma linha de programação é exigida para os fluxos comuns.
Qual a diferença entre cenário, módulo e operação?
Cenário é a automação completa. Módulo é cada passo (um app fazendo uma ação) dentro dela. Operação é a unidade de cobrança: cada execução de um módulo consome uma operação da sua cota mensal. Um cenário com vários módulos gasta várias operações por rodada.
Consigo criar cenários no plano gratuito do Make?
Sim. O plano gratuito oferece 1.000 operações por mês e permite manter 2 cenários ativos ao mesmo tempo, sem cartão de crédito. É o suficiente para aprender, testar e rodar automações pequenas antes de decidir por um plano pago.
Como testo um cenário antes de deixá-lo rodando?
Use o botão "Run once" no canto inferior esquerdo do construtor. Ele executa o cenário uma única vez ao vivo e mostra, em cada módulo, quantos itens passaram e quais dados entraram e saíram. Se algum módulo ficar vermelho, o Make explica o erro para você corrigir.

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