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Comparativo

Make cobra por operação, n8n por execução: qual sai mais barato em 2026

Atualizado em 2026-07-25 · por Redação Automação Hoje
Empreendedora brasileira compara preço do Make por operação e do n8n por execução na tela do notebook
Resposta rápida: O Make cobra por operação: cada passo do cenário (gatilho, filtro, ação) consome uma unidade. O n8n cobra por execução: rodar o fluxo inteiro conta como uma só, não importa quantos nós tenha. Em fluxos curtos e pouco frequentes, o Make costuma sair mais barato. Em fluxos longos, repetitivos ou com agentes de IA, o modelo por execução do n8n fica muito mais previsível.
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Em resumo
  • Make: 1 operação por passo executado. Um cenário de 6 passos rodando 1.000 vezes gasta ~6.000 operações.
  • n8n: 1 execução por fluxo, com quantos nós você quiser. As mesmas 1.000 rodadas contam como 1.000 execuções.
  • Agentes de IA amplificam a conta do Make, porque cada chamada de LLM e cada ferramenta vira mais operações.
  • n8n self-hosted (Community) não tem taxa de plataforma: você paga só o servidor.
  • Regra prática: fluxo curto e esporádico favorece Make; fluxo longo, denso ou com IA favorece n8n.

A diferença que muda a fatura: operação x execução

As duas ferramentas fazem a mesma coisa — conectam apps e automatizam tarefas — mas contam o uso de jeitos opostos, e é aí que a fatura muda de figura.

No Make, a unidade de cobrança é a operação (rebatizada de "crédito" em 2026). Cada passo que o cenário executa vale uma: o gatilho conta, o filtro conta, cada ação conta. Um cenário com seis módulos que roda uma vez consome seis operações.

No n8n, a unidade é a execução. Você dispara o fluxo, ele passa por 6, 20 ou 50 nós, e isso ainda é uma execução só. O número de passos não entra na conta — só quantas vezes o fluxo rodou.

A matemática que a maioria dos guias pula

Vamos ao caso que separa os dois. Imagine um fluxo de seis passos — recebe um lead, valida o e-mail, consulta uma planilha, formata os dados, grava no CRM e dispara uma notificação — rodando 1.000 vezes no mês.

No Make, são 6 passos × 1.000 rodadas = 6.000 operações. No n8n, são 1.000 execuções. Mesmo trabalho, contagem seis vezes maior de um lado.

Cenário (1.000 rodadas/mês)Passos por rodadaMake (operações)n8n (execuções)
Fluxo enxuto33.0001.000
Fluxo médio66.0001.000
Fluxo com agente de IA12+12.000+1.000

Onde a conta do Make pesa: agentes de IA

É no agente de IA que a diferença sai do papel. Um agente raramente faz uma coisa só: ele chama o modelo, decide, usa uma ferramenta, chama o modelo de novo, busca um contexto, responde. Cada uma dessas etapas é mais um passo — e, no Make, mais uma operação por rodada.

Segundo comparativos publicados em 2026, um fluxo de qualificação com poucos passos fica barato no Make até você plugar a camada de IA; quando entram várias chamadas de LLM por registro, o custo do Make dispara enquanto o do n8n segue igual, porque continua sendo uma execução por registro.

Não é que o Make seja "caro" — ele é caro para esse tipo de carga. Para uma automação curta que roda de vez em quando, o mesmo modelo por operação sai barato.

Os preços em 2026 (e por que comparar direto engana)

Os planos ajudam a dimensionar, mas não dá para comparar preço puro sem olhar a unidade. Todos os valores abaixo são aproximados, variam com câmbio e com a cobrança anual (mais barata), e as duas empresas reajustam de tempos em tempos.

PlanoPreço aprox./mêsCota incluídaUnidade
Make FreeUS$ 0~1.000 operaçõesoperação (por passo)
Make Core~US$ 9~10.000 operaçõesoperação (por passo)
Make Pro~US$ 16–21~10.000 operações + prioridadeoperação (por passo)
n8n Cloud Starter~€ 242.500 execuçõesexecução (por fluxo)
n8n Cloud Pro~€ 6010.000 execuçõesexecução (por fluxo)
n8n Community (self-hosted)só o servidorexecuções ilimitadasexecução (por fluxo)

A cota que parece igual não é

Repare: 10.000 no Make são 10.000 passos; 10.000 no n8n são 10.000 fluxos inteiros. Se cada fluxo tem seis passos, os 10.000 do n8n equivalem a 60.000 operações no Make. A cota que parece igual não é.

Vale o lembrete: em 2025/2026 o n8n Cloud tirou os limites de workflows e de usuários — o que move a fatura agora é só o volume de execução. E, no self-hosted Community, não existe taxa de plataforma: você paga o custo do servidor e roda quantas execuções aguentar.

Então qual escolher?

A pergunta certa não é "qual é mais barato", e sim "como é o meu fluxo". Conte os passos e estime a frequência antes de assinar qualquer coisa.

Escolha por perfil de uso:

  • Fluxos curtos (2–4 passos) e esporádicos: o Make tende a sair mais barato e é mais rápido de montar visualmente.
  • Fluxos longos, com muitos passos por rodada e alto volume: o n8n fica mais previsível pela cobrança por execução.
  • Automações com agentes de IA e várias chamadas de LLM: o n8n costuma vencer com folga no custo por rodada.
  • Quem topa cuidar de servidor: n8n self-hosted zera a taxa de plataforma, ao custo de manutenção própria.

Perguntas frequentes

O que conta como uma operação no Make?
Cada passo que o cenário executa: o gatilho, os filtros e cada ação (módulo). Um cenário de cinco módulos que roda uma vez consome cinco operações. Passos que não chegam a rodar (por causa de um filtro, por exemplo) geralmente não contam.
O n8n conta cada nó do fluxo?
Não. O n8n cobra por execução do fluxo inteiro, independentemente de ter 5 ou 50 nós. Rodar o workflow uma vez é uma execução. É por isso que fluxos longos ou com IA costumam ficar mais baratos nele.
Para agente de IA, qual sai mais em conta?
Em geral o n8n. Como o agente faz várias chamadas de LLM e usa ferramentas a cada rodada, no Make isso vira muitas operações; no n8n, tudo isso continua sendo uma execução. Quanto mais passos por rodada, maior a vantagem do n8n.
O n8n é realmente de graça?
A versão Community, self-hosted, não tem taxa de plataforma e roda execuções ilimitadas — você paga só o servidor (VPS, energia, manutenção). Já o n8n Cloud é pago, com cota de execuções por plano. O Make tem plano gratuito com cota mensal de operações.

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